Treinamento em Caxambu reuniu mais de 50 profissionais e apontou caminhos práticos para garantir segurança, eficiência e resultados reais nas compras públicas municipais.
Por: Yasmin Mariana
Em um cenário onde cada real investido faz diferença, saber licitar com segurança, planejamento e qualidade é mais do que cumprir uma exigência legal: é garantir que recursos públicos se transformem em benefícios concretos para a população. Foi com essa visão que a Associação de Microrregião AMAG reuniu, no dia 8 de julho, em Caxambu, mais de 50 servidores para o treinamento “Como Licitar Produtos e Serviços com Qualidade e Segurança”, conduzido pelo Professor Felipe Ansaloni, especialista com mais de 18 anos de atuação em todo o Brasil.
A capacitação teve uma proposta prática, focada em traduzir conceitos técnicos em rotinas aplicáveis nos setores de compras municipais. Para o Secretário Executivo da AMAG, Davi, entender onde estão as fragilidades é o primeiro passo para fortalecer a gestão. Ele destaca que a associação mantém um diagnóstico permanente com visitas, escutas, fóruns temáticos e oficinas para mapear os gargalos. “Muitos municípios ainda enfrentam dificuldades básicas: ausência de planejamento, problemas na elaboração de termos de referência, falta de padronização de documentos e equipes sem capacitação técnica específica”, explica.
Segundo Davi, enfrentar essas lacunas significa, na prática, reduzir erros formais, aumentar a segurança jurídica dos processos e melhorar a qualidade dos contratos. Para ele, a principal transformação começa quando o servidor entende seu papel dentro de todo o ciclo de compras. “Esse tipo de formação promove mais eficiência na elaboração de editais, amplia a transparência e a competitividade e dá mais confiança para quem executa as licitações no dia a dia”, resume.
Mas não basta um curso pontual: a AMAG projeta continuidade. Entre os desafios que ainda precisam ser superados, Davi cita a necessidade de equipes técnicas mais estruturadas, maior acesso a recursos tecnológicos e uma mudança cultural para incorporar de fato as diretrizes da Nova Lei de Licitações. Para apoiar os municípios, a associação já organiza novos ciclos de capacitação, modelos padronizados de documentos, suporte jurídico permanente e grupos de trabalho intermunicipais. “A ideia é que o conhecimento saia do papel e vire prática real nas prefeituras”, afirma.
Para o Professor Felipe Ansaloni, que já capacitou mais de 5 mil profissionais em sua trajetória, o gargalo ainda é o mesmo em quase todas as regiões: planejar mal gera compras ruins. Ele reforça que é comum o município iniciar uma licitação sem diagnóstico claro, sem mapa de riscos ou sem um plano de contratações estruturado, e isso abre espaço para atrasos, questionamentos e desperdícios. “Quando o servidor entende cada fase (do ETP à gestão do contrato) e sabe aplicar a legislação, a administração pública ganha em agilidade, economia e segurança”, pontua.

Durante o treinamento, Felipe percorreu cada etapa essencial, apresentando desde as bases do planejamento até temas como ETP, termo de referência, dispensa, inexigibilidade, pregão, credenciamento e registro de preços. A proposta foi unir teoria, prática e exemplos reais, adaptados à rotina de municípios que, muitas vezes, lidam com equipes reduzidas, orçamento apertado e múltiplas demandas.
Para o professor, investir em formação é blindar o gestor e entregar um serviço público de mais qualidade para o cidadão. “Não existe licitação bem-sucedida sem equipe preparada. É o servidor que garante a legalidade, a economia e a eficiência. Por isso, capacitar é proteger quem decide e quem executa”, resume.
Na 11E, conhecimento vira ação
Para a 11E, investir em cursos, formações práticas e assessoria especializada é uma forma de transformar a maneira como as compras públicas são planejadas e executadas. A empresa é referência nacional em assessoria completa de licitações, contratos administrativos e gestão pública, oferecendo soluções personalizadas, desde o estudo de editais à defesa de processos complexos.
Fortalecer servidores é fortalecer resultados. E quando o conhecimento se torna rotina, quem ganha é o cidadão.
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