Treinamento ministrado por Andreia Ansaloni, em Igarapé, reúne estratégias práticas, orientações técnicas e visão completa do processo licitatório
Por: Yasmin Mariana
Nos dias 12 e 13 de março, a 11E realizou um treinamento in company na sede da empresa PRS, em Igarapé. Com carga horária de 16 horas, o curso “Como Vender para o Governo” foi ministrado pela consultora da 11E, Andreia Ansaloni, que conduziu a capacitação com foco na prática e na realidade das empresas que desejam atuar no mercado de compras públicas.
Logo no início, Andreia destacou o propósito central da imersão: “o principal objetivo do curso ‘Como Vender para o Governo’ era capacitar a equipe da empresa”, com foco em preparar os profissionais para entender e participar de processos de licitação e vendas para a administração pública. Esse direcionamento permitiu, segundo ela, que a equipe desenvolvesse habilidades práticas para atuar com mais eficiência nesse mercado.
Ao longo do treinamento, a consultora da 11E também trouxe um alerta importante sobre os erros mais comuns cometidos por empresas iniciantes. De forma direta, explicou que muitas falham por descuidos básicos que levam à desclassificação. Entre os principais problemas estão documentação incompleta ou vencida e a interpretação superficial do edital, falhas que podem ser evitadas com organização e preparo técnico.
Estratégias práticas para participação segura
Durante as 16 horas de treinamento, foram destacadas diversas estratégias para que a empresa participe de licitações com mais segurança. Como explicou Andreia, essas práticas “visavam capacitar a equipe a evitar erros comuns e maximizar as chances de sucesso”.
Um dos principais pontos foi a análise detalhada do edital. A orientação foi clara: ler o documento integralmente desde o início, identificando prazos para impugnações, exigências técnicas e critérios de julgamento. Esse cuidado é essencial para evitar desclassificações por interpretação equivocada ou envio de propostas incompatíveis.
Outro destaque foi a organização documental. Andreia reforçou a importância de manter certidões negativas atualizadas (como CNDs, FGTS e INSS) e de estruturar um checklist padronizado para habilitação. Durante o curso, também foi enfatizada a necessidade de verificar alvarás e balanços antes de cada certame, evitando falhas logo nas etapas iniciais.
A elaboração de propostas competitivas também ganhou espaço relevante. Segundo a consultora, é fundamental trabalhar com orçamentos realistas, construídos com base em planilhas detalhadas, além de evidenciar os diferenciais da empresa, como prazos de entrega e qualidade. A análise de concorrentes históricos foi apresentada como uma estratégia importante para uma precificação mais assertiva.
Além disso, o treinamento abordou o monitoramento de oportunidades. O uso de portais oficiais, como o Compras.gov.br, foi indicado como ferramenta essencial para identificar editais adequados ao porte da empresa. As sessões práticas também incluíram orientações sobre vistorias obrigatórias e a importância do relacionamento prévio com órgãos públicos, especialmente para adesões a Atas de Registro de Preços.
Na fase final, a gestão pós-arremate foi trabalhada com simulações reais. Andreia destacou a necessidade de planejar a execução contratual com cronogramas rigorosos e controle de riscos, evitando multas e problemas na entrega.
Com base em sua experiência, Andreia Ansaloni reforçou a importância de treinamentos como esse para empresas que desejam crescer no setor. “Cursos como ‘Como Vender para o Governo’ são essenciais para empresas que buscam entrar ou se fortalecer no mercado de compras públicas”, afirmou.
Ela explica que esse tipo de capacitação fornece conhecimento prático e atualizado sobre licitações, reduzindo riscos de desclassificação e aumentando a competitividade em um ambiente regulado e complexo. Além disso, contribui para um melhor entendimento do processo, incluindo análise de editais, documentação e aplicação da Nova Lei de Licitações (14.133/2021).
Andreia também destacou que empresas capacitadas aumentam sua credibilidade perante órgãos públicos, demonstrando preparo técnico e conformidade legal. Isso facilita aprovações, fortalece a relação institucional e amplia as chances de contratos de longo prazo.
Na prática, segundo ela, empresas treinadas conseguem diversificar suas receitas por meio de plataformas como o Compras.gov.br, com menos contestações e menor risco de penalidades. Além disso, passam a atuar de forma mais estratégica, com maior segurança e consistência.
Um caminho possível para quem quer começar
Para empresas que ainda têm receio de vender para o governo, Andreia deixa um conselho direto: “comece pequeno e com capacitação adequada para superar o receio inicial de vender para o governo”.
Ela ressalta que esse mercado oferece pagamentos garantidos e volumes estáveis, sendo uma oportunidade relevante para crescimento sustentável. Para isso, recomenda investir em treinamento para dominar a Nova Lei de Licitações e evitar erros comuns.
Outro ponto essencial é a preparação da base legal: manter certidões atualizadas, realizar cadastro em sistemas como SICAF e CAGEF e estruturar um checklist de documentos. A orientação é iniciar por licitações locais ou de menor valor, permitindo ganho de experiência com riscos reduzidos.
Por fim, Andreia reforça a importância de monitorar oportunidades de forma estratégica. “Use portais como o Compras.gov.br para filtrar editais compatíveis com o seu nicho e leia integralmente antes de investir tempo”, orienta, destacando também o valor do networking e da troca de experiências com outros fornecedores.
A capacitação realizada na PRS reforça o compromisso da 11E em preparar empresas para atuar com segurança, estratégia e competitividade no mercado de compras públicas, transformando conhecimento em resultados concretos.